Say That You'll Stay.
Say That You'll Stay?

Por:Ana Luiza Morais
Beta-Reader:Isabella Prado



"Say that you'll stay, so don't walk away..."


E lá estava eu. Deitada em minha cama. Uma garota normal (normal?) de São Paulo. Morar aqui não era tão ruim assim como as pessoas pensam. Tirando as escolas. Ahhh, as escolas. Elas eram como jaulas selvagens, que você tinha que literalmente lutar para sobreviver, se é que você me entende. Eu nem me apresentei! Modos, tenho que ter modos. Meu nome é , mas meus amigos costumam me chamar de , mas fique a vontade para me chamar do que quiser. Por falar em amigos, que horas são? Já devem ser mais de sete horas. Oba, mais uma marquinha de atraso pra minha coleção. Aha. Ha. E hoje é o pior dia. Além de eu chegar atrasada... Acontece que hoje é meu aniversário de dezoito anos. E, o que é pior que fazer aniversário durante as aulas? Ter amigos que acham legal fazer aniversário durante as aulas.
Me levantei, e parei em frente ao espelho para ver meu estado. É, eu não estava tão mal assim. Até que dava para engolir. Fui caminhando até o banheiro que ficava em frente ao meu quarto. Eu não costumo notar nisso, mas a casa estava muito silenciosa. - Ah, oi Tobby. - olhei para meu cachorro, ele tinha tomado banho. Finalmente, tá com cara de gente agora. Ele era meu companheiro de todas as horas. Mas, acho que eu estava sozinha na casa. Então acho que seria uma boa ter a liberdade de bater um papo com o meu cachorro, afinal, qual foi a última vez que eu conversei com ele? Ah, no meu aniversário de 14, acho. Ou talvez seja no de 12. Bom, não sei. Isso não importa agora. - Então Tobby, cadê o pessoal? - Meu Deus, estou fazendo isso mesmo? Acreditando que o meu cachorro vai realmente me dizer aonde estão todos? Deve ser coisa da minha cabeça. Coisa de gente com 18 anos. Coisa de gente azarada que está fazendo 18 anos e tem que ir para escola. Escola com amigos. Amigos que comemoram seu aniversário na frente de todos. Todos que provavelmente vão te zoar quando você trombar com eles quando tiver uns trinta anos. É.
Fui até o banheiro depois da minha demorada reflexão sobre meu cachorro, meu aniversário, a vida daqui a doze anos, e os meus amigos. Amigos festeiros.
Entrei no banheiro, fiz tudo o que eu tinha que fazer e voltei para o meu quarto colocar meu uniforme. Coloquei a primeira calça jeans que vi na minha frente, e botei a blusa do colégio. Estava um calor tremendo. Ae! Adoro quando faz calor. É sempre muito bom.
Desci as escadas em direção a cozinha, e não vi ninguém. Botei meu tênis, peguei a minha mala que estava em cima do sofá, do mesmo jeito que deixei ontem. Fui até a cozinha lentamente, não queria tomar algum susto da minha família, - vai que a peste do meu irmão aparece do nada. Vai saber - entrei na cozinha e peguei a chave que estava em cima da pia, perto da geladeira. Fui em direção a sala, e saí de casa. Tranquei a porta, e quando me viro.. Lá estava ela. Aquela vadiazinha que não vale nem um centavo. Ahh, como eu odeio ela. O nome da bitch é . . Aposto que ela estava aqui só para mostrar pra mim - pela milésima vez nessa semana - o quão rica ela é, e que ela pode muito mais que eu. Não é bem assim. Eu não sou pobre, nem rica. Mas, que diferença isso faz? Ela come diamantes no café da manhã. Para ela o mundo é brilhante quanto uma rubi. E o seu cabelo é o que importa. Porque ela tem que ficar mexendo nele o tempo todo? Ele não vai cair, queridinha.
Tudo estava muito estranho. A não falou comigo, nem mandou um sorrisinho de provocação. Minha família não estava em casa, apenas o Tobby. As coisas estavam muito, MUITO estranhas, anote isso pra mim.
Fui caminhando até o colégio. O dia estava tão quente hoje.. Já disse que adoro quando fica assim? (Já, .) Avistei a entrada do colégio e apertei o passo, até que cheguei na entrada do colégio. Entrei e não avistei nenhum amigo meu. Quando cheguei na minha sala, que era ali no primeiro andar mesmo, avistei todos os meus amigos. Eu consegui perceber um enorme sorriso em todos eles ao me verem entrar.
- PARABÉNS, ! - todos gritaram junto. O resto da sala ficou olhando pra mim, como se eu fosse obrigada a falar algo naquele momento. Apenas sorri. Sorri. Fiquei feliz. Não acredito que fiquei feliz. Mas, apesar de tudo, eu não queria todo aquele escandalo. Mas senti uma onda de alívio ao ver que pelo menos meus amigos haviam lembrado do meu aniversário. Pelo menos eles.
- É, parabéns. 18 anos hoje né? Puxa.. Tá ficando velha! - ele soltou uma gargalhada. Aquela gargalhada que eu amo. Ele sorriu pra mim. Ele veio me comprimentar. Ele, ele, ele. . Ou mais conhecido como . O garoto que eu amei durante não sei quantos anos veio me comprimentar. Senti minhas pernas bambas, e meu rosto queimar. Eu odeio quando isso acontece, porque acho (acho não, tenho certeza) de que ele sabe o que estou sentindo. E isso é o pior. A conciência dele de saber que eu gosto dele desda segunda série. Por mais que ele se achasse por ele ser amigo da , eu ainda amava ele, ele era a razão por quem eu respirava.
- Obrigada. - a única coisa que conseguiu sair da minha boca naquele momento foi isso. E olha que eu fiz um grande esforço pra isso, dica.
- MEU AMOOOOOOOOOOOOR! - ouvi Bia, minha melhor amiga desde que entrei no colégio no jardim de infância veio correndo até mim, e me abraçou. Ela era a melhor pessoa do mundo, certeza.
- Ooooi Bia linda! - eu e ela rimos juntos, até que os olhos delas brilharam de emoção
- Eu tenho uma surpresa pra você. Feche os olhos. - Lá vem pensei, fujam! Lá vem bomba, corram para as colinas. Puta que pariu, o que ela aprontou agora? Ih. - Pode abrir agora. - Senti dois pedaços de papel em minha mão, abri e vi que eram dois pedaços de papel retangular, mas não eram papeis normais. ERAM INGRESSOS! OMG, não pode ser. Será que ela comprou ingressos para o show da Pixie Lott? Ah, eu amo a Pixie. Ela é a minha vida, ela é perfeita, ela é tud.. - São para o show do ! - ela começou a gritar e a emoção que havia dentro de mim sumiu aos poucos. Olhei para ela forjando animação, e ela percebeu. - Olha, eu sei que não é o melhor show do mundo, mas por favor, vem comigo! Por favor! E eles até que são bonitinhos.
- Eles?
- Sim, é uma banda de garotos e tem quatro garotos. (n/a: se a banda que você escolheu não tiver 4 garotos, finje que tem ok? eu escolhi restart kk ~ngm perguntou~)
- Hm.
- POR FAVOOOOOOOOOOOOOOR! Eu te imploro. Faço tudo o que você quiser, sério!
- Tudo bem. Quando é?
- Hoje.
- HOJE???????? HOJE? VOCÊ TÁ FALANDO SÉRIO, BEATRIZ?
- Seríssimo.
- Ahh, não! Hoje é meu aniversário e..
- Por isso mesmo! Vamos se divertir, por favooor!
- Tá bom, tá bom. Que horas?
- Sete horas.
- SETE HORAS???? SETE HORAS? VOCÊ TÁ FALANDO SÉRIO, BEATRIZ?
- Olha, vai ou não? - ela disse fazendo carinha de cachorrinho sem dono, o que acaba comigo. Eu não aguento essa cara, e sempre acabo concordando com tudo quando ela faz essa cara.
- Tudo bem, tudo bem. Aonde vai ser?
- No HSBC. E NÃO VEM RECLAMAR! - eu gargalhei depois dessa, e entrelacei nossos braços como nós sempre fazíamos desdo jardim de infância. Nós fomos caminhando assim, juntas, até o bebedouro. Ficamos conversando o resto da aula. Troquei olhares a manhã inteira com o , isso é horrível de se fazer. Mas a culpa é minha que ele é um gato? Não, não é.
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